quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O maior número de moradias da cidade em uma única rua


Até dezembro de 2012, rua Niterói será o endereço de quase 7 mil pessoas

DANIEL TORRIERI
TEXTO E FOTOS

Os novos empreendimentos residenciais, em construção na rua Niterói, zona Leste de Ribeirão Preto, vão atrair cerca de 2,1 mil famílias para a região. Apartamentos de um a três dormitórios serão a moradia de aproximadamente 6,9 mil pessoas. Este volume preocupa os moradores do bairro Lagoinha, que preveem um aumento no número de carros em circulação, a necessidade de novas linhas de transporte coletivo e a adequação das redes de água e esgoto e de drenagem pluvial.
Rogério Simões, morador da região, se preocupa sempre que chove. “Não importa a quantidade de água que cai, os bueiros da rua Niterói sempre entopem com qualquer chuva. Temos que passar de carro bem devagar, demora muito”. Simões tem outras rotas para seu itinerário, mas garante ter que andar mais. “Por enquanto, passo pela [rua] Niterói pra ir e voltar do trabalho quatro vezes por dia. Vendo esses condomínios sendo construídos, com mais gente por aqui, terei que mudar minha roda e andar bem mais”, afirma Simões.
Outra moradora da região, Julia Ribeiro está preocupada com a quantidade de carros que circulará na região. “Não sei como vamos fazer. Não tem rua paralela à Niterói e agora a marginal de Castelo Branco é de mão única. Vai ficar mais difícil para chegar em casa”.



Novos moradores
Sonhando com a casa própria, o foto-jornalista Weber Sian adquiriu uma unidade destes empreendimentos. As chaves do imóvel já foram entregues. “Procurei em vários locais da cidade. Já conhecia o bairro Lagoinha e sempre gostei. Este apartamento tinha um preço muito bom, por isso fechei negócio.” Sian conhece o local e também se preocupa com a quantidade de novos moradores. “Muitos apartamentos sendo entregues pode gerar problema, sim, como falta d’água de lentidão no trânsito. Mas, tudo isso poderá ser solucionado, como aconteceu em outras regiões da cidade. Vai ser minha casa, vou sair do aluguel”, diz Sian.
Eduardo Pereira, editor, é recém-casado e também será um futuro morador da rua Niterói. “Escolhi meu apartamento neste bairro por indicação. Passeando pela região, gostei.” Sobre possíveis problemas de infra-estrutura na região, Pereira procurou se informar. “Tive informação que a construtora instalou redes de água e esgoto adequadas. Espero não ter problema”, afirma.


Os números
Em cinco empreendimentos, que serão entregues entre 2010 e 2012, a área ocupada é de 125 mil metros quadrados. Além destes lançamentos, outros condomínios já existentes, como Residencial Primavera, Village de France e Condomínio Jardim Europa somam a estes números 110 mil metros quadrados de área ocupada.
Os números surpreendem se comparados ao bairro Lagoinha. Dados da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto indicam que o bairro possui 1.562 residências e 5.267 moradores.

A área construída em Ribeirão Preto cresceu 22% nos últimos 10 anos, de acordo com José Batista Ferreira, diretor do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), regional Ribeirão Preto. “Temos uma demanda considerável nos lançamentos imobiliários, mas a procura também é grande.

A construção civil está atendendo a demanda dos empreendimentos existentes na cidade. Essas novas construções mostram, ainda, a capacidade dos empreendedores locais. A cidade tem duas opções de crescimento: zona Sul e zona Leste. A zona Leste ainda é uma região em estudo, pois se refere a uma grande área de afloramento do aqüífero Guarani, principal fonte de água potável da cidade”.



Em expansão constante
O censo demográfico de 2000, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) indicou uma população de 504.923 habitantes. Em 2010, a primeira fase dos trabalhos de recenseamento apontaram 563 mil habitantes, podendo chegar a 601 mil no final dos trabalhos. Um aumento populacional de 15% em dez anos.
O alto poder aquisitivo, a qualidade dos empreendimentos e a expansão do mercado justificam este aumento. São novos proprietários ou investidores, que aguardam ad chaves da casa própria e a valorização dos imóveis

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