segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Desmatamento no Paraguai
Por falar em verde, a candidata do Partido Verde Marina Silva, estuda colocar em questão a legalização da tal verdinha. Será? Será que vamos assistir mais verde sendo queimado? Daniela Soares, defensora do verde, quer ver o verde pegando fogo. “Tudo que é proibido é mais gostoso. Então deve-se liberar, porque assim, talvez, as pessoas percam um pouco o interesse”, disse a estudante de Engenharia Ambiental. Talvez, com a legalização da droga, o verde caia de moda. Do outro lado da moeda Sara Gonzalez acredita que existem outras cores que fazem a cabeça das pessoas. A cor que nunca sai de moda, que combina com tudo, a branquinha. “Não adianta legalizar a maconha, pois com ela existem outras drogas, como a cocaína, o crack”, afirma a coordenadora de Publicidade e Propaganda.
Voltando à prisão da sra.Verdinha, a polícia avaliou a droga em R$ 1 milhão. O chefe do tráfico do complexo Alemão, Luciano Martiniano da Silva, conhecido como Pezão, era o mandante das cargas das verdinhas desmatadas no Paraguai. Coitado do Pezão! Acabou ficando sem o milhão e o verdão. E agora o Pezão vai ter que colocar o pezão dele na terra para fazer outro tipo de pezão. Um pezão verdão para cobrir o enorme prejuízo que o verde paraguaio deu a ele.
Júlia Ribeiro- 4º semestre Jornalismo.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Feira a beira-mar
Logo chegou uma competição maior. Não era a maior do país, mas era a nível nacional e o título valia o direito de competir com outros países do Oceano Atlântico e Oceano Pacífico, e alguns onde nem oceano havia. Não deu outra: ganharam. Seu Dori, conhecido como Val, ficou muitíssimo feliz, mas aí vinha a questão crucial: ele teria que vender seus peixes? Depois se pensava nisso. O momento era de alegria, mesmo sendo de tristeza, porque na verdade os peixes perderam a última batalha para o leão, que vivia na Bahia. Foi uma vergonha, no campo de batalha vários peixes e leões foram barrados, foi um barradão que só vendo. Perdeu, mas ganhou.
Voltando para o aquário, seu Dori, conhecido como Val, ficou sabendo que deveria vender alguns de seus peixes. Passado pouco tempo, o filho mais novo do Robson, chamado de Robinho, já voltou para o outro mar onde competia; o irmão gêmeo do Ney, que adorava nadar no mar, também foi embora; o próprio Ney, que adorava nadar no mar, está quase para ir embora. O único que restou foi o intrometido, conhecido como Ganso, ninguém ainda falou nada sobre tirá-lo do aquário. Coitado. O apelido dele poderia ser patinho feio agora que ninguém o quer. Seu Dori, conhecido como Val, está muito preocupado. Esse final de semana, os peixes que ainda estão no aquário voltaram para a Bahia e perderam dos leões de novo e aconteceu o barradão novamente. Bem que Dori, conhecido como Val, avisou. O aquário está passando por um “despeixamento”. Alininha, a peixinha, falou que tem uns peixinhos pequenos, mas estão sendo bem cuidados para poder virar peixões como os do quarteto. Não se sabe. Por enquanto, eles seguem na dúvida. Estão disputando uma competição mais importante agora e pelo título praticamente não brigam. O quarteto já disputou pela seleção do país e todos dizem que eles são o futuro dessa seleção. Pode ser, mas enquanto isso, o aquário segue na indefinição. Muitos peixes saindo e poucos peixes entrando. Até quando sobreviverá o aquário, seus peixes, o quarteto e deu Dori, conhecido como Val?
Rafaela Malpeli
4º Semestre Jornalismo
Tudo igual no reino da petezada (da tucanada à sarneyzada...)
Daniel Torrieri
Última pesquisa Datafolha mostrou a vantagem de Dilma Rousseff sobre José Serra, com uma diferença de oito pontos, tendo a petista 41% das intenções de voto e 33% o candidato tucano.
E o Juvenal com isso, cara de pau?
“E daí???” é a pergunta freqüente após a divulgação de pesquisas políticas. A repercussão dura muito tempo. Dura até a próxima pesquisa. Não fosse a imprensa, a curta memória do brasileiro poderia mostrar um resultado diferente nestas pesquisas. Casos como o mensalão de José Dirceu e Marcos Valério, divulgação de dossiês, articulações políticas como o apoio ao senador coronel José Sarney para a presidência do Senado são fatos que merecem espaço na atual campanha política.
Mas associar esses escândalos à candidata Dilma é correto? Feita esta pergunta a um eleitor, ele responde de forma natural e espontânea: e seria correto dizer “eu não sabia” sobre escândalos envolvendo milhões de reais desviados? Sirlene é monitora das Faculdades COC e favorável a Marina Silva. “Como tudo vai acabar em pizza no PT, penso em votar na Marina. Acabou em pizza porque os envolvidos eram do alto escalão político”.
Nos cinco maiores Estados, onde se concentram 54,5% dos eleitores do país, a candidata do PT lidera em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O candidato do PSDB José Serra tem vantagem no Rio Grande do Sul e São Paulo, maior reduto tucano.
Fontes secretas confirmaram que o diretório do PSDB está criando tucanos em cativeiro. São grandes viveiros espalhados por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Que coincidência, não?
Quem tem simpatia por Lula (o que não é fácil) não escolhe Dilma da mesma forma (o que não é difícil, com aquela cara simpática e sutil expressão de madrasta do país). O monitor Fábio Edmundo aponta o governo Lula como um dos melhores que já teve. “Houve mudanças, sinto que foi muito bom para mim o governo do Lula. Mas não voto na Dilma porque ela tem um passado desfavorável”. Como opção de voto, Fábio vai para o lado tucano. “O povo vincula muito a Dilma ao Lula e seu governo, mas não é assim. O Serra é mais preparado”, conclui.
Parece que precisam libertar logo estes tucanos. Viver só de alpiste é perigoso e não sustenta. Juvenal continua analisando as propostas dos candidatos, mas está difícil entender a letra nos rascunhos da vida pública.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Jornalismo caricato é pauta do curso
Marques de Melo publicou um livro muito lido e vendido que discute o tema. E, de volta à aula, de cara uma polêmica: o que é o gênero caricatura??? Precisa desenhar??? A resposta do professor foi simples: não.
Jornalismo caricato é um gênero que constrói a partir do texto uma imagem de um fato. É jornalismo opinativo puro, como nos textos do colunista José Simão, ou nas matérias jornalísticas do CQC.
Produzimos em sala os primeiros textos caricatos do 4o semestre de Jornalismo das Faculdades COC, e saíram redações bem legais. Confira a seguir e comente quando achar necessário. Boa leitura.
Professor Denis Renó
Juvenal sabe das coisas...
‘Saúde em crise’ seria contra-senso se não fosse no Brasil. Se não fosse em Ribeirão Preto, seria culpa do PT. Aqui, dizem, a culpa é do buraco da prefeita. Ops!
Juvenal, o anti-social, resolveu aprontar das suas mais uma vez. Com alguns sintomas de gastrite, resolveu marcar uma consulta na Unidade Básica de Saúde.
Resolveu ir a pé, já que a van, que costuma passar pelas redondezas, vinha sempre com meia dúzia de seus colegas do campo. Para Juvenal, era uma multidão pronta para falar asneira e irritá-lo.
Apesar de se manter distante da sociedade, Juvenal sempre lê os jornais que chegam a sua propriedade. E sempre assiste aos jornais televisivos. Na solidão de sua caminhada lembrou-se da situação precária que estava passando o sistema de saúde em Ribeirão Preto: falta de médicos, demora no atendimento, greve dos servidores, discussão sem solução entre sindicato e prefeitura, e por fim, o acordo com a Oscip-Inab (Organização Sociedade Civil de Interesse público - Instituto Nacional Amigos do Brasil) por um ano, que iria administrar os médicos da rede de saúde básica.
Como gosta de fazer, travou uma discussão entre sua mente eremita e sua consciência sociológica.
- É assim mesmo. A gente passa a vida pagando imposto, tributo. Quando tem que usar um serviço do governo é a gente que sofre.
- Mas, pelo menos, quando liguei para marcar consulta me atenderam bem. Mesmo tendo tanta gente doente por aí, marcaram para hoje, dois dias depois. Ahhh... Tá bom...
Do noticiário, Juvenal se lembrou da empresa que a Prefeitura firmou acordo, e a promessa de que, contratando mais médicos, 48 no total, o atendimento seria melhor. Com isso, seriam cinco em cada turno. Não demoraria até 9 horas para ir embora, como já aconteceu. A média agora seria de 1 hora, diziam eles. Juvenal, carente como só ele, solta a pergunta. Para ele mesmo, claro.
- Mas será que vão me atender bem? Da última vez que fui fazer aquele exame do toque, o médico foi muito grosso comigo. Doeu na alma.
- Bom, mas tinha que fazer, né. Até o ‘Borni’, do jornal, disse que já fez. Tenho que ir ao médico, ele tá preparado pra ajudar a gente.
- Mas, essas dores de estômago estão voltando. Dessa vez, não saio de lá sem marcar minha cirurgia.
E foi assim durante os oito quilômetros que separavam Juvenal do posto de saúde. Chegando lá, entregou seus documentos e perguntou à recepcionista se demoraria para ser atendido. A resposta, sutil e educada como de toda atendente de serviço público:
- O senhor tá mal ou tá muito mal? Se estiver sangrando tá muito mal. Aí coloco o senhor na frente.
Juvenal olha para os outros usuários que aguardam a consulta. Vê uma senhora que não respirava, um senhor com uma enorme faixa na cabeça, uma moça grávida com sangramento, uma criança com cortes enormes na testa e nos braços. Uma mãe desesperada com o recém-nascido que não parava de chorar. Juvenal coça a barba e responde à atendente.
- Minha senhora, se eu estivesse bem, não estaria aqui, não é? E se a senhora soubesse a diferença entre bem e mal, saberia que tá do lado errado do balcão.
Juvenal pegou sua senha, sentou no canto mais extremo da sala, isolado. Observando a criança de colo que não parava de chorar, resolveu ir até a mãe e disse.
- Minha senhora, coloca o neném de bruço, segura o peito e a cabeça dele bem firme e quando ele parar de chorar, começa a fazer um chiadinho com a boca.
Em menos de dois minutos, o bebê parou de chorar, só ficou gemendo com a possível cólica que sentia. A lágrima que escorria no canto do olho da mãe foi o ‘muito obrigado’ dela.
Juvenal foi chamado 27 minutos depois. Entrou no consultório. Um médico gordo, maior que sua mesa, recebe o paciente:
- Tudo bem, seu Juvenal?
- Vai começar? O que o senhor acha? Que vim só fazer uma visita?
Sem olhar na cara de Juvenal, o médico faz uma seqüência de perguntas. Vai anotando tudo nas planilhas à sua volta. Juvenal se cala por alguns instantes. O médico também, mas continua anotando.
- Senhor Juvenal, a sua cirurgia de hérnia de hiato ainda não foi marcada. Vou indicar uma coisa muito boa para o senhor. Se comer massas, bebidas gaseificadas, frituras e começar o mal estar, o melhor remédio é uma maçã. É tiro e queda. Eu também tenho isso e como muita maçã.
Novamente, Juvenal coça a barba, pensa um pouco e responde:
- Tá bom, doutor. Mas eu quero curar minha gastrite, não quero ficar com 250 quilos. E outra coisa, isso que o senhor receitou nem tem na farmácia...
Daniel Torrieri, João Pitombeira, e Marco Bellizzi.
Alunos do 4º semestre de Jornalismo.
O queridinho do Brasil
Kaká fez um gol sim, fez um gol no último amistoso antes da Copa do Mundo na África do Sul, mas não conseguiu nem ao menos comemorar seu próprio gol. Próprio mesmo, pois foi ele quem fez.
Parece que a geração dos grandes craques, do futebol arte, de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e do próprio Kaká chegou ao banco de reservas. Será que nosso craque, o mais cobiçado pelas mulheres, volta a jogar como sempre jogou? Não se sabe. Esperamos que volte. Ou não, vai saber.
Agora trocamos de apelido. Tire o “bonitinho” e coloque o “bixadinho” do Brasil. Todos acham que ele já foi machucado para a Copa. Coitado. Fizeram passar por um vexame que com certeza nunca mais esquecerá. Dizem que foi o patrocinador, outros, que foi a pressão de todo o mundo que aguardava o “bixadinho” (que ainda não era “bixadinho”, ou pelo menos acreditava-se que não). Provavelmente, foi pura ilusão de todo um país.
Júlia Ribeiro, Júllia Vecchi e Rafaela Malpeli
Alunos do 4º semestre