segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jornalismo especializado cresce no Mercado

Com o grande número de veículos de comunicação, tornou-se necessária uma nova estratégia mercadológica que atingisse o público diferenciado, cada setor da população. A partir dessa necessidade, surge o jornalismo especializado, que trata de um assunto específico, atendendo a determinado público ou segmento. Os principais meios que investem nesse tipo de jornalismo atualmente são revistas e Internet.
O sucesso do jornalismo especializado deve-se ao fato de que o público, com a globalização, procura individualizar seus interesses. Ao ler uma revista que fale apenas daquilo que é de seu interesse, o leitor sente que aquela edição foi feita para ele. Essa personalização tem agradado a muitos e, com isso, cresce a cada dia o número de veículos destinados a certo segmento da população.
A revista AU – Arquitetura e Urbanismo tem, por exemplo, visto suas assinaturas crescerem a cada dia. Segundo Bianca, editora da revista, a maioria dos exemplares são destinados a assinantes. “Você não encontra a Revista AU em uma banca, apenas em grandes livrarias, como as da Avenida Paulista, em São Paulo”, diz a editora. Esse tipo de veículo também se diferencia por ser destinado unicamente a profissionais da área de arquitetura, já que os temas abordados são muito técnicos para que um leigo no assunto os entenda.
Para José Augusto Rezende, estudante de Arquitetura, a revista AU se diferencia de outras do mesmo ramo. “A AU é bem específica para arquitetos. Nela você vê plantas de construções inovadoras, opiniões de arquitetos. Não é como a revista ‘Casa & Construção’ onde qualquer pessoa consegue entender as matérias e aproveitá-las para, por exemplo, reformar sua casa”, diz o estudante.
O crescimento do jornalismo especializado agrada a muitos, mas também gera críticas, principalmente pelo fato de surgirem veículos que banalizam a notícia. Revistas como “Caras” e outras que seguem a mesma linha editorial, deixam de publicar notícias de interesse público para se dedicarem exclusivamente a matérias de entretenimento. A grande ramificação do jornalismo faz com que as notícias pautadas deixem de ser de interesse público, característica fundamental no jornalismo tradicional, para se tornar de interesse do público.
O jornalista esportivo, Marcius Ariel concorda com as críticas, mas acredita que as limitações de assuntos no jornalismo especializado também acontece com o jornalismo tradicional: “Mesmo que você trabalhe em um veículo de jornalismo tradicional, você deve seguir a linha editorial que o veículo escolheu. Sendo assim, você nunca pode publicar o que quer, sobre qualquer assunto, mesmo que seja em um jornal comum”.

Rafaela Malpeli

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